DANÇAR CONFORME A MÚSICA OU JOGAR CONFORME O JOGO?!
O povo dança conforme a música ditada pela mídia. É revoltante isso. Gados no pasto aguardando qual caminho seguir, caminho esse estipulado pela mídia podre, aquela que influencia pelo poder do entretenimento fútil e medíocre.
Mas acho que pior do que essa manipulação de ideias, é a manipulação de desejos e atitudes. Por isso pensando melhor, que me desculpem os gados, eles não são racionais como o homem, e não têm culpa de pastarem e seguirem a boiada. Mas quem disse que o homem é racional? Bah, isso é outro assunto, não cabe agora!
Portanto somos pedras de xadrez em um tabuleiro onde os jogadores são os manipuladores poderosos da mídia podre. Mas será?!
Quem está do lado dos mais fracos sejam pedras brancas ou pretas utiliza a rainha para se defender, mas quem sabe o mínimo de xadrez há de convir que não é dessa forma que se protege o jogo.
Se somos peões, melhor ainda. Temos o dever de proteger os bispos, cavalos, torres, rainha e principalmente o REI. E quem joga um poquinho de xadrez sabe como os peões podem se tornar poderosos em determinadas situações do xadrez.
Mas o problema é: quem manipula essas pedras? Somos nós mesmos? Ou os jogadores? Quem são os jogadores e as pedras desse tabuleiro? Se somos as pedras então somos manipulados.
Se somos os jogadores então somos manipuladores. Se há realmente esse poder de manipular as pedras, esse poder só permite manipular um lado do tabuleiro. E o outro? Quem manipula? Ou melhor, quem joga?
De quem será o xeque-mate afinal de contas? Quem são os bispos nesse tabuleiro? Quem são as torres? Quem são os cavalos? Quem são o rei e a rainha? Será que defendem seu reinado? Ah, e quem são os peões? Os bravos soldados do tabuleiro que formam uma barreira supostamente impenetrável mas que se não houver um cuidado mínimo do adversário esse peão pode se tornar um rei. No xadrez é assim. Por isso amo tanto esse jogo, pois parece com a vida.
A diferença é que na vida um xeque-mate pode ser fatal tal como no xadrez, mas na vida, raramente seu adversário permitirá uma revanche.
Existe um trecho de uma excelente música do Humberto Gessinger, chamada "Milonga Do Xeque-Mate" que possui uma reflexão incrível que remete a várias reflexões acerca do tema.
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A mão que move o destino
Peça que move o jogador
Oferece o mate amargo
Pra matar a solidão
Pra matear ali solito
Gosto amargo da distância
Até que a vida nos separe
Da nossa humilde arrogância
Quem se joga nesse jogo
Faz da regra liberdade
Faz valer o seu valor
Quem se joga de verdade
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